sábado, 13 de junho de 2009

Sonho maluco




Essa noite passada eu sonhei que estava no Canadá, numa aula na faculdade de de de administração? Eu resolvia umas contas, era um problema financeiro que o professor havia colocado em questão para que a turma resolvesse. Eu falei umas abobrinhas e não consegui resolver o troço. O sonho até que faz sentido porque eu me lembro que eu entrava na faculdade de administração porque queria obter conhecimento para gerir meu próprio negócio. É louco o que eu vou dizer, mas tenho um sonho bobo de abrir uma padaria (ahh essas influências portuguesas...). Diogo zomba de mim mas a vontade existe de fato! Eu acho que todo mundo tem umas vontades loucas como eu, só não admite! Não tem gente que, quando se aposenta, abre um negócio? Eu já ouvi histórias desse tipo. Tá, tá, eu estou longe dessa fase, mas the point is: Todo mundo pode mudar bruscamente de área! Bem, por enquanto eu fico na psicologia mesmo...

C´est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Fim de semana no parque


Hello, hello, hello!

Eu demoro mas eu escrevo, isso é fato! O problema é que eu acho cruel escrever quando não tenho muito a dizer...aliás, ultimamente tenho pensado bastante antes de falar. Eu tenho conhecido muitas pessoas que a velocidade da língua é imensamente maior do que a velocidade do cérebro. Assim, caso algum dia na sua vida você esteja hesitante quanto ao calar ou falar, trave a saída porque provavelmente vai ser caquinha. Enfim, enfim, essa sou eu refletindo sobre os outros que tem passado na minha vida, agora vamos a minha vida propriamente dita...

O meu fim de semana!

Esse fin de la semaine eu fui ao Parque da Jaqueira para me encontrar com a galera da comunidade do orkut "Quèbec no parque". O encontro foi um picnic e cada um levava algo para contribuir com a boca livre. Hoje eu compreendo a finalidade das toalhas quadriculadas nos picnics - não que o fato de ser quadriculada influencie no que vou dizer agora. Papi do céu, quanta formiga!!!!! Sentamos na grama e tome picada (sem segundos sentidos, por favor!). Da próxima vez eu vou levar a danada da toalha...

A intenção do encontro era se reunir pra compartilhar nossas experiências, falar sobre o processo de imigração e, como todo encontro, conhecer pessoas novas. Tirando as formigas, foi ótimo! Eu não sei bem quantos éramos, mas éramos vários e de várias áreas profissionais diferentes e com várias histórias diferentes também! Tinha publicitário, jornalista, designer, advogado, psicóloga (outra além de mim!!!), turismóloga, professora, fisioterapeuta, enfermeira...

As histórias eram várias, mas o objetivo era único: sair daqui!!! hehehe. O legal é que senti que havia uma harmonia em relação ao que levava todo mundo a sair do país. A questão principal era mudar de vida, crescer e não meramente raiva e indignação. Ok, ok, eu tenho certeza que esses sentimentos também existem, mas esse não era o foco principal. Pra mim, quem sai do Brasil procurando pura e simplesmente fugir dos problemas do país, quebra a cara porque lá fora vão dá de cara com outros.

Uma coisa interessante em relação ao encontro é que não percebi - talvez esteja errada - ninguém na mesma situação que eu e Diogo. Todo mundo parecia estar indo para o Quebec por gostar da província e querer de fato se estabelecer lá. Fiquei besta! Nesse ponto, inclusive, me senti meio alienígena! hehehe.


Meus planos nesses últimos meses

Estou feito uma louca procurando uma saída pra my education no Canadá. Depois de descobrir que eu sou "côcô de louro" como costuma dizer minha mãe (leia-se: um zero à esquerda) em termos a minha profissão, resolvi que quero fazer um mestrado no Canadá. Fiz algumas pesquisas, mas nada conclusivo ainda. A barreira maior é só uma: doleta! Parafraseando Dona Val da novela das 8: "Jesus me abana!" É muito dindin. Fazendo uma projeção, se eu quiser que meu filho faça faculdade, é melhor que eu já comece a danada da poupança no momento que eu souber que estou grávida! Claro que há sempre a possibilidade de ganhar na loteria, mas essa é uma possibilidade muito remota.

Enfim, é isso. Nós continuamos a esperar o pedido dos exames médicos que ainda não chegaram, felizmente? infelizmente? ah sei lá!! E eu já me descabelo com a possibilidade de deixar tudo pra trás (eu juro que eu pensava que ia ser mais fácil!), mas sigo em frente me obrando de medo. Aliás, falando em "se obrar de medo", eu me pergunto como será minha próxima viagem de avião depois dessa tragédia do voo 447...é melhor reprimir pra não sofrer de antecipação. Até lá eu procuro um bom psiqui que me dope legal pra eu chegar no Canadá com as minhas faculdades mentais intactas (tá, tá intactas não, mas pouco abaladas).

C'est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

sábado, 28 de março de 2009

Coisas do Brasil

Tirando um pouco o foco do canadá, eis que venho aqui - depois de 2 meses hehehe- pra falar sobre o que há de bom aqui nessas terras quentes. Ok, ok, eu confesso que eu não faço o tipo "típica brasileira"...eu detesto carnaval, detesto São João, detesto micareta, quase não vou à praia, não gosto de samba, não sambo direito, não sou animada e adoro ficar em casa. Bem, mas - felizmente ou não- eu nasci aqui e, como todo ser humano saudável que se preze, eu também sou influenciada pelo ambiente do qual faço parte.
Esse negócio de imigração mexe bastante com a gente, sabe? Eu até estou achando o Brasil maravilhoso! Eu tenho ido mais a praia, pensado em sair mais, planejado viagens - ok, mentalmente -, sentido saudade de coisas como bolo de mel de engenho, alfinin e mel com farinha - praticamente uma regressão à minha infância!
A foto ao lado foi tirada durante o carnaval, em Natal (RN), nas dunas de Genipabu. Pense numa coisa besta, mas eu amei a montaria e adoraria andar de jegue (sim porque eu só montei e tirei a foto). São momentos como esse que me lembro que vou sentir falta dessas coisas tabacudas, mas que fazem uma diferença triste na minha vida. Passei uns 2 dias praticamente em claro por conta do calor recifense, mas fico feliz ao acordar e ver o sol no céu, iluminando meu dia e me tirando da cama - puta merde como é ruim acordar no frio!! Enfim, eu só queria registrar que aqui é bom, independente das tantas coisas ruins como violência, gente passando fome, corrupção, carnaval, são joão, micareta...
Ok, tive meu momento "moro num país tropical", agora eu posso voltar a falar mal daqui...
Hehehehe
C'est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Alive!

Após um longo período de silêncio, eis que retorno aqui outra vez! Depois de longos 5 anos e meio, finalmente eu recebi meu canudo! Sou psicóloga, agora só falta o CRP (número de registro no conselho de psi). Ralei mais que criança aprendendo de andar de bike, mas acabei essa pleura (como diriam meus antepassados). Estou absurdamente aliviada, imensamente feliz e completamente perdida...O que fazer agora? Decidi algumas coisitas básicas...
Por incrível que possa parecer, eu decidi continuar minhas sessões de auto-flagelamento à francesa. Em outras palavras: Vou continuar a estudar a língua dos amantes perfumados (ou não). Como disse no post anterior, foi muito dolorido aprender francês e, por isso, não dá pra simplesmente jogar no pinico e dar descarga. Concomitantemente resolvi voltar a estudar inglês e, assim, fritar de vez o resto do meu cérebro. Ainda estou em fase de decisão em relação ao que fazer em termos profissionais, pois não sei bem o que poderia fazer que pudesse ser aproveitado lá fora. Amanhã vou fazer um teste de nivelamento lá na Cultura Inglesa. Estou otimista (ou sofrendo de psicose): espero entrar numa turma avançada. Bem, eu ainda lembro das colors, numbers e algumas professions, o que significa dizer que eu passo do nível iniciante. Ótimo pra minha auto-estima! =) Acho que vou continuar com minhas aulas particulares de francês, porque ainda não absorvi completamente aquelas outras pleuras: o biquinho fresquinho, as conjugações fresquinhas, o cod e o coi fresquinhos...é tanta frescura que eu já tô com frio de tanto falar sobre isso. Eu prometi a mim mesma que esse ano vou ler mais e que vou diversificar minha leitura pra ter contato com todas as línguas. Em inglês eu estou lendo um livro que nunca tive saco de acabar: Lying on the couch. Estou prestes a passar para as páginas com 3 dígitos! Estou super orgulhosa de mim! Em francês, devido ao meu nível bem abaixo do mar estou lendo "le petit nicolas". Sim porque eu desisti do petit prince (tudo que é inteligível para meu niveau fonduendo de bom tem que ter um "petit" antes). Em português eu estava pensando em reiniciar a leitura de "crime e castigo", mas acho que só o iniciarei quando acabar de ler o petit nicolas, afinal 3 livros é pedir demais da minha glândula da paciência. Chutei o pau e o guarda sol também e estou lendo em inglês sem parar para consultas ao dictionary. Tento fazer o que chamo de tradução contextual: eu sei o verbo? sei quem é o sujeito? Sublimo o nome feio acompanhando a frase. Quando num só parágrafo tem muito conteúdo para sublimação, é hora de dizer tchau e ir assistir "caminho das índias" ou algo ainda de menor complexidade...Aliás, será que só sou eu ou tem alguém por ai que também tem acompanhado essa novela. Eu tenho gostado bastante, em especial da abertura, quando eu normalmente me ponho a dançar freneticamente. Ô musiquinha gotosinha! - é sério, eu acompanho o cara de turbante! Vou baixar aquela música pro meu celular!
Enfim, é assim que tenho andado...
Vou tentar ser menos ausente aqui e atualizar mais essa bexiga!

C'est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

On a reussit!!!


     Tchanan!! Feliz, feliz, feliz, esse é o meu estado de espírito atual (apesar do estresse monográfico). Nossa entrevista foi ontem, lá em Boa Viagem, no Hotel Villa Rica, no salão Xaxado pra ser mais específica. Como foi? Senta que lá vem a história!!!! Eu vou começar do início, mas bem do início mesmo...mas podem ficar tranqüilos que eu não vou começar por Adão e Eva não (apesar da minha vontade de imigrar remontar o antigo testamento). Here I go...
       Tudo ia avacalhadamente bem até quinta-feira (dia 20 de novembro). Esse dia foi o dia da entrevista de um casal que fazia aula de francês com nossa fessora. Após a entrevista eles ligaram para ela e relataram o que seria próximo de um pequeno inferninho com ar condicionado. Seria algo equivalente ao programa roda viva (aquele que o entrevistado fica no meio e os entrevistadores ao redor) do cão. A diferença era que o cão não falava português e concentrava em sua pessoa infernal todos os entrevistadores do programa. Ele era grosso, de uma grossura -como diria um certo locutor- estrogonoficamente profissional. Um batráquio! Nós já estávamos apavorados depois de ler tantos depoimentos horríveis sobre o tal lucifer. 
        Torcíamos para que a versão feminina do anjo Gabriel (leia-se Madame Judith) vinhesse para Recife e salvasse nossos asses do tal demido homem do haiti. Será que ele seria como o haitiano de heroes e roubaria todos os nossos poderes? Após o relato da entrevista desse casal (ambos formados em informática, como 90% dos recifenses que partem rumo ao Canadá) estávamos certos de uma coisa: fudeu a tabaca de chola! Ou, de maneira mais chique: La tabaque de chol a eté foundie! Minucioso como um paciente de TOC (Transtorno Obssessivo Compulsivo), grosso feito cano de privada e doutor em comentários construtivos como: "você não fala bem francês" e "você só sabe falar no presente". Esse era o nosso cara. 
          O casal quase não passou na entrevista por conta da pouca experiência de trabalho, mas eis que eles tinham um trunfo na mão: um projeto de imigração! Esse foi a espada de São Jorge que matou o cão caribenho. Mais uma vez: La tabaque de chol a eté foundie! Nós não tínhamos nenhum projeto concreto. O que aconteceu nos próximos capítulos dessa história? Passamos (mais eu do que Diogo) o final de semana focados em pesquisar tudo que poderíamos sobre Laval, uma cidadizinha pequena, ao lado de Montréal. O casal nos emprestou o projeto deles para que nós utilizássemos como modelo. A escolha por Laval na verdade foi deles e nós embarcamos na onda. Li guias, pesquisamos apartamentos, empregos, a fim de fazer o melhor projeto que podíamos (dado o tempo escasso que tínhamos). Na segunda-feira, véspera da entrevista, eu era um bagaço chupado de uma laranja, no lixeiro de uma rodoviária. Durante esses dias eu pensava em francês, respirava em francês, sonhava em francês...
        No dia da entrevista, saimos de casa voando após vermos que o horário que pensávamos ser a entrevista era outro. Pensávamos que era 11:25 e era 11:15. Saimos de casa às 10:30. Meu corsa virou um learjet e chegamos lá em 13 minutos (da Boa Vista até a pracinha de Boa Viagem). Chegamos lá, esperamos ser chamados e pimba! Chegou nossa hora. Era tudo ou nada. Eu estava nervosíssima antes mas, quando entrei naquela sala, acho que diminui um pouco minha ansiedade. Diogo, ao contrário, deixou na recepção do hotel aquele outro Diogo zen, a tomar água de coco. Eu vi naquela sala outro Diogo - devia ter filmado para guardar para posteridade. Ele começou perguntando como estávamos e respondi que estava nervosa. Ele perguntou por que e Diogo respondeu que era um dia importante para nossas vidas. Acho que ele pensou que eu não falava lá essas coisas. Começou a entrevista comigo. 
        Respondi tudo que ele queria, entreguei os comprovantes e ele seguiu com Diogo. Enquanto me perguntava as coisas, mandou Diogo se calar umas 3 vezes, pois não queria que ele me ajudasse - queria me ouvir falar sozinha. Diogo falava enrolado, ficou todo nervoso, mas sobreviveu até o fim. Ele aceitou os anos de trabalho de Diogo e pôs-se a imprimir um papel que não sabíamos bem se era o csq ou sei lá o que. Nós nem tínhamos mostrando o nosso projeto ainda. Literalmente ele nos cozinhou naqueles poucos minutos que imprimia. O silêncio se fez presente e somente após tudo está impresso eles nos confirmou que havíamos sido aceitos por ELE. Pensei comigo: Je vous acepte uma buçanha! O governo do Quèbec é que aceita a gente. Tu é só funcionário, mamãozão! Enfim, foi isso. 
      Minha impressão em relação a ele? Sinceramente não o achei tão grosso quanto muitas pessoas falaram. Acho que ele poderia ter sido mais educado, ter poupado Diogo quando disse que ele não tinha um bom nível de inglês e podia ter feito o ambiente ficar mais leve. Acho que ele gosta mesmo da sua posição: acima dos outros meros seres humanos. Ele pressiona, aperta pra ver se peida mesmo. E se você peidar, ele se acha! De qualquer forma, o que importa é o resultado final: o csq. Foi suado, foi estressante, mas valeu a pena. 
         Esse processo (que ainda tá meio longe de acabar) tem sido muito bom na minha vida. Aprendi uma língua nova, a qual pra mim era completamente estranha. Hoje não vejo o francês com os mesmos olhos que via quando comecei a me preparar para o Quèbec. Acho que a gente começa a apreciar uma coisa quando ela passa a nos ser mais familiar, quando ela passa a fazer parte da gente. Francês pra mim já não é mais assustador e, no fundo no fundo, acho até que gosto dessa língua - nunca tanto quanto eu amooo o inglês, mas hoje tenho uma maior empatia. 
          Pretendo continuar a estudar a língua, aperfeiçoá-la e, ao mesmo tempo, me reciclar no meu inglês. Piadinhas à parte, acho que M. Eddie - apesar da grossura - é um pouco responsável por tudo isso. Graças à ele, eu lutei, fui dormir de madrugada, li pra chuchu e fui além pra melhorar minha pronúncia. Adorei o fato dele ter me elogiado, algo que pra mim foi muito significativo, em especial vindo de alguém que não me conhece e não tem nenhuma obrigação de ser gentil comigo. Isso me fez ver que eu não posso jogar fora todo esse esforço que venho fazendo para aprender essa língua tão complexa pra mim: o francês. 
             Grosso, um pouco insensível e bastante sério. Sim, ele é tudo isso. Mas, não posso negar:  ele  foi sincero e, por isso, a palavra dele se fez pesar bastante pra mim. Hoje tendo mais pro lado do Quèbec. Ralei muito pra chegar até aqui e, definitivamente, não vou desistir tão facilmente dessa província. É engraçado, entrei nesse processo emputecida com a vida por ter que aprender outra língua quando eu já era fluente no inglês, mas hoje vejo que foi bom pra mim. Abriu um pouco mais a minha cabeça. Vou me esforçar para mantê-la aberta. 
              Vejamos onde vamos parar...
             Ah quero deixar aqui registrado o meu agradecimento a todos aqueles que, de alguma forma, me ajudaram. Ao casal Jerry e Ignês, por ter nos emprestado seu projeto; a nossos amigos da Aliança Francesa pelo apoio; a minha mãe e a minha sogrinha, por terem orado por nós (apesar de sabermos que, no fundo, elas preferem que fiquemos no Brasil); a meu sogro, pela ajuda incondicional; a minha amigona Júlia, pelo apoio nas horas desesperadas e por manter minha auto-estima em níveis saudáveis quando eu achava que não era capaz. E, justiça seja feita, agradeço também ao cão do Haiti que, no final das contas, nem era tão satanás assim (ele até sorriu algumas vezes). Enfim, agora é se preparar pra entrar na segunda etapa: a conhecida etapa "manda documento e esquenta cadeira". É isso ai people, me despeço, comme d´habitude:

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei.




segunda-feira, 10 de novembro de 2008

É pa' si' fu'!

Bem, bem, bem...olá!
Hoje tive mais uma aula de francês com minha fessora privée. Estou deprimida, quero um prozac. Descobri que não sei porque escolhi o Quèbec dentre as tantas opções maravilhosas que tinha - o bairro da Boa Vista, por exemplo. Quando minha fesseur me perguntou "pour quoi le Quèbec?" Deu um til´ti no cabeção e tudo que saiu naquele momento foi: C´est meilleur que le Brèsil! Pronto virei bebê de novo! "Mainhaaa a bolsa da Marina é melhor que a minha!! Eu quero uma!" Grande fezes - é feio dizer bosta- de justificativa. Desesperada, resolvi continuar nos meus esforços teatrais de decorar tudo de belo que dizem sobre o Quèbec. Por favor, quem puder me ajudar, escreve um comentário sobre essa gostosura de província. Tentei raciocionar e ponderar sobre o que o Quèbec tem que Ontario - por exemplo- não tem. Pessoas bilíngues? Hmm não me parece uma vantagem. Que tal, muita gente misturada? Imediatamente imaginei aquele saudoso clipe da música "we are the world". All singing: "We are Quèbec, nous sommes les enfants, la la la..." Enfim, tudo na vida é uma questão de ângulo. Na festa da Vitória Régia tinha um monte de gente misturada e o couro comeu às 3 da matina do sábado. Bem, tenho que trabalhar mais intensamente! Outra coisa sacal: L´ordre des psychologue du Quèbec! No site eles dizem que só exerce a profissão quem tem doutorado, mas que uma pequena parcela - que não é phd, ou seja, que não é tão phoda assim - trabalha na área. Ora bama! (piada de presidente pooooode!) Decidam-se! Pode ou não pode trabalhar? E em que se pode trabalhar? Eles descrevem uma penca de atividade que o psicólogo cadastrado na ordem pode fazer, entretanto, eles não especificam o que se pode fazer antes de ter o bregueço do doutorado. Aqui em Recife tem psicólogo que vende natura, trabalha em shopping, é fessor de inglês. É assim? Uma parcela dos graduados é absorvida pela ikea? GM? Uma terceirizada de serviços gerais? o setor de reclamação da wallmart?Vou écrire um email pra eles. É pa'si'fu um business desse. Na última opção eu faço informática que não tem ordem nenhuma mesmo. Eu vou uppar nessa vida! Apesar de que, pelo que já me contaram, psicólogo ganha um argent bem fils de la mère. Obviamente que, au Quèbec, só os fils de la mère com doutorado. Resta saber o que o restante faz. De qualquer forma, assim que acabar essa buçanha da minha mono eu volto a levantar peso na academia. Ainda há a opção do poll dancing (nem sei se é assim que se escreve). Aliás poll dancing pra os mais chiques e sutis porque pra mim mãe, nordestina bem roots de Mossoró, é a dança do pau mesmo. Mas essa opção ainda não está em vigor. Eu vou faire des recherches pra ficar por dentro desse pavê encantado que é o Quèbec. De qualquer forma, qualquer ajuda é bem vinda! Mande a sua sugestão e me ajude a responder: "Pour quoi le Quèbec?" 

É isso ai! Vou-me. 
C'est comme ça. Good luck for those who need [including myself] e até amanhã aos que verei. 

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um post miojo

Olá à tous! Demorei mas voltei! Vou fazer um post miojão mesmo (é só 3 minutos!). A entrevista se aproxima, mas minha mono tem me sugado todas as energias! Depois que tudo isso passar, eu quero ir pro Havaí! Ahh oras, quem precisa do Havaí quando se tem Boa Viagem, né mesmo? Tirando o côco boiando, a poluição sonora, a super lotação, os vendedores ambulantes, a qualidade da água, os tubarões e o lixo, é muito semelhante a qualquer praia chic do Pacífico! Tem água e gente como em todo lugar do mundo! É pra lá que eu vou quando tudo isso acabar...só não me peça para entrar na água! Ai já é demais. Tenho treinado bastante meu biquinho francês para a entrevista, só espero que o entrevistador não pense que estou mandando beijinho. Além dele, também tenho treinado palavras chics para dizer na entrevista, a fim de mostrar meu francês totalmente high society, niveau foudent (pronuncia-se "fudã". No coloquial: bom pa cacete, ou, como preferem os franceses: Bom pa'kct). Como quebecois gosta de uma mistura entre o francês e o inglês, pensei em uppar meu francês pra um niveau fils d' une mère e demonstrar toda minha desenvoltura com as duas línguas em frases como:
1) J'ai vécu aux États-Unis during 1 anné et 3 months.
2) je n´ai pas de kids
3) Le Brazil est très beautiful and i love it, mais je prefère le Canada.
Enfim, tudo isso é pra dizer que eu não vejo a hora de acabar logo com isso tudo. Tá foudent pa´kct! Assim que acabar, como não tem o Havaí, eu vou sair de havaianas pra Boa Viagem mesmo que é "o'q á" no final de semana. É isso ai...cada um goza como pode.
C´est comme ça. Good luck for those who need [including myself] e até amanhã aos que verei...