quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Alguns meses mais tarde...

Sim, é dezembro.
Sim, meu último post foi em agosto.
Sim, faz tempo hein!?
Realidade afirmada, vamos ao que interessa: o hoje.
Depois de tantos meses, o que era novidade já virou museu. Mas eu digo assim mesmo, só pra fazer de conta que foi ontem. Eu tirei a carteira de motorista, fiz o GRE (merecia um post só pra essa merda, mas agora já caguei tudo mesmo), me inscrevi num voluntariado com doentes terminais, finalizei o treinamento pro voluntariado, enviei uma porrada de currículos...
Ah! Antes que me esqueça (se é que é possível isso acontecer sem que eu perca massa encefálica): Estou desempregada! Tudo começou quando eu decidi que não dava mais pra ficar no call centre. Parte de mim já havia decidido isso na minha primeira semana de trabalho, era só uma questão de quando o pinico ia encher até a boca. Resolvi finalizar esse capítulo da minha vida enquanto eu ainda tinha essa opção. Nos meses seguintes me dediquei a estudar para o GRE, procurar possibilidades de emprego na minha área e, claro, dormir - nem sempre nessa ordem.
O GRE levou consigo boa parte de meus neurônios, um pedaço da minha auto-estima e alguns dólares (nem entremos em detalhes...). O TOEFL foram umas uvas sem caroços perto do complexo caranguejo de 15 patas deformadas que eu tive que comer (Ô trabalho de corno!). As notas foram tão baixas que eu nem me lembro mais. Pra quem não sabe o que é o GRE, vai ai uma explicação rápida. O GRE é um teste que algumas - a maioria- universidades pedem como pré-requisito para entrar num curso de pós-graduação (leia-se mestrado, doutorado). Ele é dividido em três partes: verbal, matemática e redação. Pessoalmente eu acreditava nisso antes de fazer o teste. Agora eu acho que uma divisão mais justa nomearia essas categorias em: "mamãe, eu sou analfa", "puta merda, eu não vi isso no segundo grau" e "eu juro que eu entendi, mas eu não sei dizer".
Lembro (com muito esforço, dado o severo trauma sofrido) que não sei por que diabos das cargas d'água da compesa eu tirei uma nota maior em matemática. Foi a prova concreta de que a última coisa que esse teste fez foi refletir a minha real pessoa. A matemática e eu sempre caminhamos em calçadas diferentes. Não, não foi por falta de esforço, é que tem gente que nasce desprovida mesmo, sabe? Acho que esse ano já posso dar adeus a possibilidade de entrar num mestrado ano que vem. Totalmente cômico, se não fosse trágico! Agora é só esperar chegar o final de 2011 para a seleção de mestrado para 2012! Acho que já presenti que ia feder feio e só me inscrevi na York University.
Psicologia me parece cada vez mais distante. Mas eu ainda não desisti! Calma! Porém, todavia, contudo, uma outra porta se abriu. Pesquisando sobre emprego, voluntariado, oportunidades de ganhar dinheiro sem precisar rifar meu corpo, achei um programa legal na Ryerson University. É um certificado em prática na área de Serviço Social. São 10 meses de teoria e prática (estágio numa instituição) e, no final, se sai com um certificado na prática. Passei na universidade pra falar com a coordenadora do programa e ela me deu várias informações valiosas. O curso é voltado para imigrantes e começa no meio do ano. Como vi que muitas das vagas de emprego na área de counselling são classificadas como Social Service, esse certificado seria uma coca-cola gelada em Mossoró, ao meio-dia de janeiro. A salvação! Como tenho um bacharelado em Psicologia, a coordenadora me disse que, após o certificado, se fosse do meu interesse, eu poderia entrar na universidade pra concluir um bacharelado em serviço social (segundo ela, isso duraria 1 ano). Claro que a mamãe aqui ficou super interessada. Mamãe quer dindin, carro e, se não for pedir muito, uma casa! Se possível, nos próximos 2 anos! Esse negócio de estudar, pra tentar, quem sabe, num dia lindo ensolarado entrar no mestrado não é pra mim. Pra ser bem sincera, eu nem sei se algum dia foi. Talvez seja, quem sabe. O que eu tenho certeza é que, pelo amor de papi do céu, eu quero sair dessa pindaíba! Tá, esse meu horário flexível está super cômodo (gostaram do eufemismo? hein!? horário flexível, ui!), mas eu quero mais! Torçam por mim!
Antes de finalizar esse post, eu quero deixar um comentário aqui sobre essa maravilha que Deus criou chamada inverno. Em inglês não é tão óbvio, mas em português está mais escancarado que perna de kenga em boleia de caminhão: se inverno fosse bom se chamaria céu, paraíso, ikea (tá, essa é por minha conta), outlet, Geoffrey Dean Morgan. Isso aqui está longe de bom. A Neve mela tudo, as calçadas ficam escorregadias, as pessoas ficam todas parecendo o boneco de Marshmallow dos Caça-fantasmas (glamour? Zero!), as conversas fiadas no meio da rua acabam, o trânsito fica mais lento, esperar ônibus consegue ser ainda pior (ô pobreza!) e eu não vou nem mencionar a ida ao supermercado...
Eu sou o grinch do inverno! Eu quero sabotar essa porcaria! Morte ao inverno! Já!
E pra aqueles que pensam que esse é meu primeiro inverno, digo: É não, visse? Sei bem o que é -15, -20. Infelizmente eu sei que a festa só acabou de começar...
É um inferno esse tal de inverno...
C'est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ativando o quase desativado...

Hello pessoas!

Tem sido um longo e intenso verão...

Peço mil perdões pela demora em atualizar essa joça, mas eis que volto - fiquem felizes, é o que importa, né não!? Difícil saber por onde eu começo, mas vamos lá!

Desde julho comecei a trabalhar n, graças um call center à minha miga Rossana que me indicou pra vaga. O que eu faço? Sou uma agente bilíngue. Parece até chique quando eu coloco dessa maneira: agente bilíngue. Se eu não tivesse mencionado o "call center" garanto que vocês iam estar pensando: "Eita pleura, alice é intérprete! Uau!" Não meus caros, estou bem longe disso. Aliás, longe disso e do meu local de trabalho também.

Na ida demoro cerca de 1 hora e meia pra chegar lá na rua da p*** que o p**** com a rua do k**. Pra quem não sabe aqui no Canadá a gente sempre se orienta em relação aos endereços falando os nomes das ruas que se cruzam. Essa é a intersecção do meu trabalho. Como na ida vou bem cedo, não pego muito trânsito e não tem muita gente nas paradas de ônibus. Assim, o ônibus vai rápido e pára poucas vezes. Já na volta, é outraaaa história. Quer dizer, isso depende de que horas eu volte. Sim meus queridos, porque lá na empresa os agentes bilíngues (chiquéééérimo!) tem vários horários. Bem, me pautando pelo horário das pessoas normais (de 9 às 5), eu demoro entre 1 hora e quarenta e 2 horas pra chegar na minha residência. É uma perda de tempo dos infernos. No total eu pego 2 metrôs e 2 ônibus. O trampo fica em scarborough, uma cidadezinha bem pertinho de Toronto. Assim, é pertinho quando se vai uma vez ao mês pra fazer sei lá o que naquele fim de mundo, mas pra quem vai todo santo dia é a viagem ao centro da terra - ou seria ao centro do orifício do mundo? Enfim, deu pra entender.

O ambiente de trabalho é muito legal. Tem muitos brasileiros, mas também tem portugueses, africanos, haitianos, caribenhos, enfim um ambiente bem torontoniano. Os poucos canadenses (nascidos e criados) que lá existem são filhos de imigrantes. Todos se dão bem, fofocam pra chuchu e juntos dividimos os esporros nossos do dia a dia. Juntos acalmamos uns aos outros e rimos muito também.

Pessoalmente eu nunca me imaginei atendendo telefonemas o dia inteiro. É extremamente cansativo, especialmente quando se está toda hora a mudar a "chavinha" mental do português pro inglês e vice-versa. Com o tempo a gente se adapta, mas mesmo assim o cotidiano é bem cansativo.

Feliz, feliz no emprego eu não estou, mas pro aqui e agora ele me provém o que preciso: bufunfa, dindin, doletas! Sinto uma falta danada do consultório, da psicologia, de estudar psi, de respirar psi. Às vezes volto pra casa pensando: o que diabos eu estou fazendo? Aliás, às vezes é pouco. Todo dia seria uma expressão mais sincera. Até agora não consegui definir bem essa resposta. Por enquanto vou seguindo nesse caminho.

Meu apê tá quase todo do jeitinho que eu quero ele. Está mobiliado, mas ainda falta aquele toque que diz "ei, mora alguém aqui". Faltam quadros na parede, mais fotos e artigos decorativos em geral. Falta também um item bem importante, mais especificamente no cômodo no subsolo do prédio: UM CARRO! Todo dia voltando do prédio ao lado das botas de judas (aquelas que ele perdeu!), fico olhando os carros na rua, feito cachorro olha galeto em padaria. Na minha cabeça só vem: "hmmm delícia! hmmmmmmm ahhh eu num desses!". Para os menos higiênicos mentalmente, não estou falando de nada sexual. É um carro queridos! Enfim, mas esse é um outro capítulo...

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Abalou, abalou, sacudiu, balançou!

Papi do céu, faz tempo que eu não ponho os pés (ou seriam os dedos!?) nesse blog. Em minha defesa, digo que estava super ocupada com uma porrada de coisa que não vale a pena dizer aqui, por enquanto.

Hoje eu quero falar do momento ápice da minha semana: o terremoto. De fato, só não mexeu quem não percebeu. Todo mundo mexeu!!!! No momento exato do tal terremoto eu estava no YMCA, esperando pra fazer o meu assessment test de inglês (teste de nivelamento). A querida que ia aplicar a prova havia saído um momento da sala pra falar com alguém, antes de começarmos o teste. Fiquei sozinha por uns minutinhos. Primeiro senti as janelas mexerem e pensei se tratar de um vento mais forte. Depois percebi que a cadeira que eu sentava, a mesa da querida, os móveis, tudo mexia. Sensação de pobreza total, me senti numa palafita às margens do capibaribe, num dia de vento forte.

Que sensação mais estranha. Aliás, tão estranho quanto a reação das pessoas depois do ocorrido: "ah, balançou, você percebeu? Hahaha." E o mundo continuou a girar como sempre. Se isso fosse em Recife, estava todo mundo do lado de fora do prédio rezando pra Deus não acabar com o mundo naquele dia. Garanto que ia ter até experiência mística, imagem de santo em janela rachada e Gugu cobrindo a matéria, claro! Enfim, passou, acabou, se foi e bola pra frente que a copa continua e o G20 é esse final de semana!

E por falar na Copa...

Meus caros e minhas caras que ficaram no Brasil, vocês não tem idéia da Copa aqui em Toronto. Como a cidade é entupida de imigrantes, estou me sentindo como se a Copa fosse aqui. Aqui ninguém se sente mal representado. Acho que pra cada buraco que existe nesse mundão de papi do céu tem um representante nessa cidade. Dai, ganhar aqui é muito mais gostoso do que em solo brasileiro. Afinal, só tem graça de ser o winner quando tem o loser pra assistir a vitória. Ok, é perverso, mas não menos gostoso. Claro que o contrário também se aplica, infelizmente: Ser o loser aqui é pior que espinha no nariz. Detestável!!!

Em relação as novidades, por aqui não há nada de novo. De novo aqui só como sinônimo de novamente. Todo dia eu novamente busco emprego, mando currículos e espero pacientemente uma resposta.

Essa semana fui bastante no YMCA: fui fazer meu teste de nivelamento, análise de currículo e sim, teste vocacional!Pasmem: voltei aos meus 16 anos de idade! Tudo parte de um programa do governo de Ontario chamado "Starting point". Eles fazem uma análise geral das suas habilidades, suas tendências profissionais, te ajudando na escolha do trabalho ideal para seu perfil. Através desse programa é possível fazer equivalência de diploma gratuitamente e ele meio que abre as portas pra uma outra porrada de programas do governo. Fica aqui registrada a minha sugestão para os que vem pra Toronto.

Vou finalizar esse post com a piadinha da semana (na minha opinião) sobre o terremoto. Essa saiu no twitter e o Metro, um jornal gratuito que circula em várias cidades do Canadá, publicou - entre outras piadinhas.

"Finally the Quebec is separating!"

Tô rindo até agora!

C´est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O meu apê é...

Hello people! (como diria uma grande amiga minha)

Após um certo período de ostracismo, eis que volto aqui pra falar do que tem sido esses últimos dias nessa cidade grande. A grande novidade é o nosso apartamento novo! Ok, deixa eu refazer essa frase: A grande novidade é o nosso velho novo apartamento. Até porque ele não é tão novo assim...E já que eu fiz referência a ele, por que não falar sobre essa mais nova maravilha da natureza? Vou retornar as minhas origens mais arcaicas e fazer uma pequena redação, aos moldes "mamãe, estou me alfabetizando", sobre o meu apê:


O meu apê
(por mim mesma)

O meu apê é lindo, grande e colorido. Nele moram eu e Diogo e alguns pequenos insetos que achei dentro do closet. Somos uma família feliz, apesar da minha ânsia diabólica em matar meus vizinhos de closet toda vez que encontro um deles. O meu quarto é o mais normal: branco. Nomeei o meu apê de skittles, pois como eles, meu lar tem todas as cores do arco-íris. Quando se entra no meu apê a primeira coisa que se percebe é a bonita cor da corredor de entrada: azul claro. A sala é verde, mas só a sala de estar. O outro pedaço da sala - de jantar- é bege. Não é linda minha sala? O meu banheiro é goiaba, lindão! O outro corredor, o que vai pros quartos é azul, como o da entrada. Sabe como é né, pra identificar que é um corredor. Como eu disse, o meu quarto é o lugar mais normal do meu apê. Isso graças ao meu pedido humilde pra antiga moradora. Antes ele tinha uma parede pintada de rosa choque. Era muito feio antes, agora melhorou e eu fiquei muito feliz. Pra fechar, tem o outro quarto que é lilás. É lá onde a minha mamãe irá residir quando vier para Toronto. Dai você me pergunta: por que ele é assim alice? Dai eu respondo: ué porque sim. Morra de inveja, você não tem um arco-íris em casa. Não é lindo o meu apê?

Fim

Agora voltando para o mundo adulto dos fatos. Sim meus caros, o apê é muy colorido. A antiga moradora nos disse que achava todos os apartamentos no Canadá muito iguais. Todos eram bege ou branco e isso a incomodava. Dai ela decidiu dá uma levantada no apê dela e eis que tudo ficou assim. Tirando a parede rosa choque convulsivo, eu adorei tudo. O fato da sala ser pra dois ambientes é bem enfatizado por ela ter duas cores e eu adoro o fato dos corredores serem azuis. Enfim, esse apartamento era pra ser nosso. Comparado ao meu kinder ovo, o meu skittles é um palacete. Tem até varanda!!! Janelão com vista totalmente privilegiada para o metrô! Ok, Diogo não dorme bem já faz uns dias, mas eu sei que em algum momento ele vai se adaptar a esse barulho. O apê fica entre duas estações: a Eglinton West e a Glencairn. Estou muito bem provida de transporte por aqui. Aqui é perto de um parque, tem um supermercado pra gente rica na esquina (Sobey´s) e umas lojinhas de conveniência por perto. Duas estações pra cima (norte) é um shopping meia boca e 3 estações pra cima é o Yorkdale mall - pra mim, "O" shopping de Toronto. Em relação a minha localização etno-geográfica, estamos num bairro jamaicano. Tem tanto negro aqui que eu me sinto em família. É muito bro e muita sister! Em segundo lugar tem a população do leste europeu. Acho que todos eles moram nesse prédio. Às vezes eles se encontram no elevador. Dai é mais ou menos assim, como eu vou tentar ilustrar. Pra facilitar a visualização da cena, vou colocar aqui a legenda:

A: alguém de cujo país é longe pra cacete.
B: idem
O: observadora boiante: eu.

A: aghiuergernhiuehgkejnge
B:oiehjroijihotjohjtiohjoiyhioj
O:huh!?

A:ergktnhhjrknhjknvbknkjg
B:ththgkgnkhnkjbnkjsndfjkn
O: huh!?

A:khtknkgbn,gnbgnkjgnbkjg
B:kgnhjtihojtiohnmthnhnkn
O: huh!?

(fim da cena: eles se vão e eu fico me perguntando se alguém foi ofendido ali).

Acho que até eu começar a mostrar a minha tag nas costas que indica minha procedência, pensarão que eu também vim da jamaica.

Mas deixa eu falar um pouco mais sobre essa maravilha de apê.

Moramos no 12o andar, o que é muitoooo bom e muiiitoooo ruim. É muiiiito bom porque a vista aqui é uma coisa colossal! Do nosso quarto eu consigo ver a CN tower! É muuiiitooo ruim quando se divide o elevador com outros vários moradores. O elevador aqui é uma criança hiperativa: não pára, não pára, não pára não. O prédio tem 19 andares e 8 apartamentos por andar. Dai você faça as contas...

O prédio tem uma piscina, mas no momento ela está mais seca que o extremo sertão nordestino. Estou louca pra saber quando vão enchê-la, mas só por curiosidade pois um profissional de arquitetura muito competente acertou de mandar construir a piscina na sombra! Logo, só entro na danada se tiver tomando uma com o satanás. Vai ter que tá infernal e, pra o clima ficar infernal pra uma nordestina...ihhhh, meio improvável. Fora que tem mais criança aqui que daycare. Aquela piscina no verão vai estar mais disputada que água de coco no deserto.

Enfim, acho que meu apê já foi muito bem apresentado, né!?

Ainda não tirei fotos pela preguiça mesmo, mas prometo que assim que ela passar e eu parar de resolver coisas, eu tiro. Ou seja, sejam pacientes!!!!! hehehe.

Em relação a mobília, digamos que a decoração do apartamento esteja por enquanto num modo minimalista. Não por opção, claro, mas por pobreza mesmo. Temos 1 sofá, 1 cadeira na sala. 1 desk (escrivaninha) e uma cama box no nosso quarto. 1 cama box de solteiro no outro quarto.

Ainda planejamos comprar uma tv e um móvel com gavetas pro quarto, mas ainda vai ficar faltando muiiiita coisa. Olhando pelo lado cheio do copo (ou: esquecendo um pouco a situação de pobreza atual), isso nos motiva a procurar emprego!

É isso crianças. Hoje fui na COSTI (uma organização que ajuda imigrantes) me inscrever pra um workshop sobre "como fazer currículos e cover letters" (tipo uma carta de apresentação que normalmente se faz aqui quando a gente se candidata à vaga de emprego). Foi bem legal. Conversei com uma job consultant e isso me deu um fôlego maior pra começar a minha procura por emprego. Semana que vem vou ao tal workshop e, assim, iniciarei minha job search.

Só pra não perder o post, vou falar rapidamente sobre minhas impressões sobre a cidade:

Toronto é grande, absolutamente cheia e plural e é isso que eu amo sobre a cidade. Hoje não consigo me ver em nenhum outro lugar que não aqui. Adoro a atmosfera da cidade e das pessoas também. Tem gente que passa e nem olha pra vc, tem gente que passa e diz "hi", tem gente que passa falando sozinho (desses, é melhor passar longe). Tem gente de burca, de pano na cabeça, gente com aquele "terceiro olho" na testa, gente com shortinho beira sul e muita gente que fez do desodorante seu inimigo particular (ecaaaaaaaa). Mas também tem muita gente cheirosa! Aqui tem um trânsito caótico que eu morro de medo, mas que me fascina. Tento entender a lógica de certas manobras, mas ainda não me entra na cabeça. Dá muito medo. A comida aqui não é como dizem - ruim. Se alguém reclama é porque ainda não analisou de verdade. Supermercado tem comida pra todos os gostos e bolsos! Só cuidado com a escolha do supermercado, porque comida aqui pode ser um negócio bem caro. Eu me viro bem com meu inglês aqui. Não tenho dificuldades em ser compreendida e nem em compreender. Tenho dificuldade em entender certos imigrantes devido ao sotaque, mas nada do outro mundo.

Eu me sinto muito à vontade aqui, muito mais que no Brasil. Cada um se veste como quer e pode e ninguém está nem ai pra ninguém. Pra chamar a atenção aqui só matando alguém! hahaha. Adoro isso. Adoro o fato das pessoas serem fechadas porque eu também sou assim. Enfim, tudo isso pra dizer que estou no lugar certo.

É isso.

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

TORONTOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!

Hello kids, Hello parents!

Sou eu, dessa vez falando diretamento do Canadá! Muitos já sabem, mas alguns ainda não have a clue: Estamos em Toronto. E, sim, esse é o nosso destino final. Desistimos de Ottawa e puxamos a cordinha pra descer uma parada antes.

Parada solicitada: Toronto.

Deixando de lado as explicações e justificativas sobre essa questão, vamos a narrativa épica da nossa jornada rumo ao Great White North.

Dia 7 de maio

Depois de uma noite mal dormida, várias horas tentando enfiar tudo nas malas e alguns mls de lágrimas, embarcamos. O avião saiu de Recife levemente atrasado (cerca de 30 minutos) rumo a caliente cidade de Miami. Saimos de Recife por volta das 11h e uns quebrados. O vôo foi tranquilo, tirando a qualidade da aeronave, claro. Telas individuais? Uma vasta seleção de filmes? Isso ficou pra trás baby! Só parcas telas no corredor passando um filme de época...época da minha bisavó. Sacal o suficiente pra eu tirar uns cochilos com ajuda do meu amigo Rivo(tril). A comida foi legalzinha, nada sofisticada, mas gostosa. Comi algo que parecia um picadinho de carne. Algumas horas depois, chegamos safe and sound em Miami. E foi ai que Fred Krueger apareceu e disse: "eu, eu, eu, todo mundo se leleu!"

Fiquei super feliz em relação ao meu preparo físico. Sim queridos, andamos, andamos, andamos, andamos, andamos e andamos mais um pouco até chegar a alfândega americana. Lá, descobrimos que nós e o resto do mundo também ia passar por ali. O dedo pôdhi de Diogo escolheu a fila cujo agente de imigração tinha menos neurônios ativos naquele momento. Metade estava ali e a outra estava tirando uma soneca em casa. A sorte foi que uma senhora que supervisionava as pessoas na fila nos ajudou a entrar numa fila menor. Fomos atendidos rapidamente e voamos como dois marrecos famintos em busca das nossas malas ( faz de conta que marrecos usam malas pra viajar).

Já descendo da escada rolante avistei algumas de nossas malas. Corri na direção das coitadas que mais pareciam senhoras de meia idade, com princípio de depressão. Nem pareciam aquelas jovens vigorosas que deixamos na esteira. Uma delas inclusive estava rasgada, mutilada e humilhada, com os bofes pra fora. Recolhemos nossas filhinhas e, sadly, descobrimos que nem todas elas estavam ali. Faltava a neguinha cujo conteúdo pertencia completamente a Diogo! Depois de rodar feito um frango bêbado atrás dela, fui até uma senhora responsável pela área das bagagens e lhe disse sobre o ocorrido. Ela nos orientou que somente poderíamos reclamar a mala no nosso destino final.

Mais uma vez os marrecos voaram. Dessa vez, rumo a área de conexão. Faltavam pouco mais de 20 minutos. Voamos até lá para, mais uma vez, sadly, descobri outro problema. Com o perdão da palavra queridos: a merda da tag da mala. A tag pra quem não sabe é aquele adesivo que se cola na mala antes dela ser deixada na esteira pra seguir pro avião. Uma de nossas malas estava sem essa porcaria, o que nos impossibilitava de deixar as malas lá. O cara disse que deveríamos ir até o segundo andar do aeroporto e tentar recolocar uma nova tag naquela bag. Quando fizéssemos isso, ele aceitaria todas as malas. Radical, não!? Enfim, voamos só que dessa vez como periquitos com asas semi-cortadas- muito corre e corre e pouco vôo. Chegando lá o cara disse que deixássemos as nossas filhinhas com ele e fôssemos correndo para o portão, pegar a conexão. Caso contrário, perderíamos o vôo. Abandonei nossas filhinhas lá e fomos pegar o vôo pra Toronto.

Felizmente conseguimos pegar o vôo a tempo...

Miami- Toronto foi um vôo bem curto (2h 40min), mas bem assustador. Pra fechar a noite com chave de ouro, demoramos cerca de 30 minutos ou mais tentando descer em Toronto. Tinha muitas nuvens no céu e muito, mas muito, mas muito vento. Eu nunca vi um pouso daqueles. O avião desceu dançando, balançando de um lado pro outro feito uma gangorra. Rezei pacas - tá vendo mamãe, eu ainda sou católica!!!!

Chegando no aeroporto, fomos até a alfândega. Fomos bem-recebidos e logo fomos averiguar nossas malas. Pra nossa surpresa deliciosa, além da mala neguinha de Diogo, mais duas malas nossas resolveram passear por ai. Só achamos 3 das 6! Preenchemos um formulário reclamando as malas e fomos esperar nosso amigo Raul nos pegar.

Welcome to Toronto!

and

Thank you for flying American Airlines!

O desfecho das malas ainda está em andamento: Todas foram encontradas no sábado. Uma foi entregue no domingo e outra hoje. Outra talvez chegue amanhã. Imigrar é assim, né!? Uma surpresa por dia!

Até nossa próxima surpresa então!

C´est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

Obs: Adooooooro essa cidade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 11 de abril de 2010

Feche minha filha!

Sim, eu fechei a nossa primeira mala. Tecnicamente a mala é nossa mas, por todo o conteúdo dela ser meu, ela é minha. Não que ela esteja pronta pra cruzar as américas, mas digamos que 95% esteja. Ainda tem uma penca de bregueços pra preenchê-la - se ela aguentar, claro. Pesei a bicha e, para minha surpresa, a balança marcou 23kg! Eu não faço idéia como, mas ela vai ter que comer mais! Subnutrida assim ela não viaja!

Ok, ainda faltam uns 20 dias para a tal voyage, mas não custa nada já ir pondo as coisas em ordem, não!?

Pra ser bem sincera, faz tempo que eu não estou mais vivendo aqui. O corpo ficou, mas a mente já pegou um air canada faz tempo...

In the meantime, quando ela aterrisa aqui, usu-a prioritariamente para resolver coisas relativas ao Canadá. Essa semana passada usei-a para ligar para a central do HSBC no Canadá a fim de conseguir um telepin (senha do internet banking). Ahh, faltou dizer que finalmente abrimos a conta no Canadá: Hip Hip Hurra! Ou seja lá o que se use por aquelas terras...

Liguei toda insegura sobre se iria entender o atendente. Depois de alguns minutos e algumas musiquinhas irritantes mescladas com uns silêncios estranhos, eis que alguém atende. Eu sei lá onde se deu o parto daquele ser, mas com certeza não haveria de ser no Canadá. Sotaque levemente estrambólico, mas de fácil compreensão. Depois de lhe prover as informações necessárias para constatação de que eu era eu mesma, eis que a compreensão foi dar uma passada lá na esquina:

"Ok Ms, now I need your me."

E foi ai que a vaca voou, junto com o boi e o bezerro.

E tudo o que eu sabia de ser era: "excuse me", "could you explain"...etc, etc...

E tudo que aquele pequeno ser parecia pronunciar era: "your me"

Na minha cabeça vieram: Windows Me, Mini Me, Meeeeeeeeow?

Seria isso que ele queria? Minha melhor miada?

Depois de muitos Mes e muita perda de energia mental, fechei bem os olhinhos e pedi mais uma vez para que me fosse repetido aquele nome espacial, extraterrestre, pré-paleolítico...e me veio na cabeça: o que diabos eu ainda não disse que essa criatura quer que eu fale que comece, parece, se assemelha vagamente a Me??

Eu então falei, hesitante: "naMe?"

A criatura respondeu: Yes, your Me!

E foi ai que eu me senti segura, linda e livre, como as mulheres na propaganda de absorvente noturno, rolando na cama. Eu sou a superior aqui! SIM, BABY! I´M THE SUPERIOR! E dai toda a insegurança inicial se desfez e eu me senti mais do que apta a estar no telefone (correção: skype), ligando para o Canadá. E que bom que eu me senti assim porque só depois de falar com o 3o atendente eu consegui o diabo do telepin.

Realmente não havia me ocorrido a possibilidade de uma firma de telemarketing terceirizada, na China. Mas valeu pela experiência e por conhecer todos aqueles atendentes cujos nomes eu não conseguia repetir logo após a pronúncia de cada um deles: "Good aftertoon, ituhyjjorjotojytij, HSBC, how can I help you?"

Essa semana ligo outra vez. Dessa vez para falar com nossa(o) gerente, confirmando o recebimento do welcome package. Vejamos como será dessa vez...Estou ansiosa para minha próxima aventura skypeana. Bring it on!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

C´est comme ça. Good luck for those who need e até mais tarde aos que verei!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pra não perder o costume...

Hello, hello. Eu aqui once again. Ainda em Recife, mas em clima de "xauzinho, me liga". Essa semana é a semana da gincana dos exames. É colposcopia, ultrasonografia, sangue, urina...Quem prometer entregar primeiro, ganha.

Continuo apreensiva em relação a onde vou residir em Ottawa, mas bem menos impaciente.

A impaciência maior continua relativa a resposta das universidades. Ainda não sei o que será da minha vida profissional por aquelas bandas...

Incertezas a parte, hoje estoy contente! Os livros que havia encomendado na Amazon chegaram! Aquela sensação de ter sido "otarizada" se foi. Todo brasileiro sabe do que eu estou falando. É aquele calorzinho que dá no meio cocão, aquele ódio que desce feito café quente, queimando tudo!
Ser otarizada é sair de tabacuda, ser enrolada feito um burrito, um taco, uma panqueca...

Felizmente, não fui. E agora começo minha leitura, na tentativa de mudar um paradigma de vida. Comprei livros sobre finanças. Um fala especificamente da finanças no Canadá e o outro é mais abrangente. O plano é aprender a poupar (lembram da dança do dinheiro?). Deixar o dinheiro em paz, dormindo quieto dentro da carteira. Sem se coçar!!

Pela primeira vez na vida eu me preocupo com o meu futuro financeiro. É o Canadá operando milagres! Espero que a espera por esses livros (que sairam dos EUA em janeiro de 2010, provavelmente carregados por um jegue manco) venha a valer a pena. Depois eu faço aqui uma review sobre eles.

É isso, por enquanto.

C´est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Moveeeeeeeeeee! Get out the way!

Eis-me aqui, outra vez, de novo, novamente. Cansada, meio pifada e levemente mofada. Mofei porque estava hoje a arrumar meus pertences antigos. Foi poeira, foi mofo, foram lembranças do passado que revirei e revirei e limpei a alma!!! Quer dizer, o guarda-roupa. Mas é bem equivalente, não é!? Ô experiência revigorante, prazerosa, vitaminada, cósmica, mística! Eu só não digo que encontrei o todo poderoso porque o último que disse isso meteu bala num cartunista ai...mas eu encontrei outras coisas, menos poderosas. Bem, mas o mais importante não foi o encontro, mas o ato sublime de mandar tudo pra aquele canto sujo e sombrio, embaixo do prédio: o lixo!!!!!!!!!! E nesse final de semana a farra continua. A saga "eu sei o que vocês fizeram no verão passado 2010" continua. Ah, o que eles fizeram? Porcaria nenhuma! Ocuparam espaço privilegiado, o metro quadrado mais caro do apartamento! Fora, fora, fora!

Esse final de semana vamos nos mudar. Sim, infelizmente. Ok, felizmente também. Conseguimos alugar nosso apartamento e agora a gente foi despachado pra casa da minha mama. A boa filha à casa retorna. E a boa mãe à ela retruca: "E eu que pensei que fosse pra sempre...vai-te embora Ana Alice!"

Brincadeirinha!! No dia que minha mama falar assim comigo eu acredito em espírito e na pomba gira. Ela está radiante com esse meu moonwalker turbo 2010. Sim porque estou feito o Michael: dando ré na vida. Mas é só por um mês e pouco. Ui! No final fico feliz que ela esteja curtindo essa minha volta ao meu cubículo privativo, inferninho que eu chamava de quarto. Pena que eu não vou usar fraldas e pedir gagau pra tornar ainda mais satisfatório o meu regresso - regressão?

Mas eu gosto da casa da minha mamãe. É mara, só não é a minha. E é ai que reside o problema. Mas, once again: é por tempo limitado. Special Edition!

Ainda não consegui juntar forças pra vender o carro porque minhas pernas estão em protesto. Diogo me oferece a andar de carona na moto dele, mas eu já disse a ele: eu quero muito ir morar no Canadá esse ano. Pra isso, preciso continuar a respirar e manter meu organismo saudável e, principalmente, íntegro. No offense baby! Love you!

Já arranquei todos meus dentes cisos, mas ainda preciso ir ao dentista. Já fiz uma penca de exames e já fui à vários médicos, mas ainda preciso me consultar mais. Terapia? Até o final da linha! Viajo dia 7 de maio e espero vê-la até o dia 6! hehehe. Porque meu lema é: o corpo pode até não tá batendo mais aquele bolão, mas a mente é Intel Core 7! Deixa a teta cair, joga bola com ela!! Mas segura essa auto-estima bitch! Porque quem vai estar ao seu lado na lama será sua mente e não sua bunda dura e malhada! In fact, quando se está na lama ninguém olha pra sua bunda. A menos que você caia com ela pra cima...

Tenho pesquisado apartamentos em Ottawa, mas tenho me frustrado mais do que me divertido. Desisti, lá eu vejo.

No mais estou doida pra ir, apesar das incertezas e saudades.

C´est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

É maio baby! 7 de maio!



Deixando um pouco de lado os problemas, vamos a solução. Falei tanto do problema com a Universidade de Ottawa que acabei por esquecer de postar aqui algo bem mais agradável: a compra das nossas passagens! Sim, compramos! Na semana de carnaval...Ok, faz tempo, my bad! Sorrryyy! O dia do adeus será 7 de maio, uma sexta-feira. Compramos as passagens via American Airlines, o que significa dizer que vamos pelas terras do Tio Sam! E haja útero pra aguentar toda aquela paranóia de segurança, mas vai valer a pena. Saiu a metade da passagem da Air Canada! E isso incluindo as duas malas extras que vamos pagar (na American Airlines a gente só tem direito a 2 malas, cada).

Estou mais excitada que uma zebra lutando para que o pedaço da sua bunda não caia na boquinha nervosa daquele leão faminto. Sou uma criança hiperativa bebendo red bull num dia quente!
"Mamãe, mamãe, mamãe! Eu quero quero quero ir pro Canadá!!! Já, já, já!!"


Para maiores informações, tem o post da Lidiane e do Júnior, autores do blog "Canadá Arretado de Bom":

http://lidiejr.blogspot.com/2009/11/passagem-comprada-e-barata.html

Eles explicam direitinho tudo sobre a compra via AA. Post maravilhoso, vale a pena conferir!

Essa semana (dia 25 de fevereiro) fui acompanhar meus amigos Carol e Luciano no aeroporto. Eles partiram rumo à Ottawa e me deixaram aqui, morrrrrrrrrrrrrreeeeeeeeeeeenndo de inveja! Eu já disse que estou excitada? Pois eu estou sim!!! E tome hiperatividade! Ui!

Quero desejar a esses amigos, muita sorte e muito sucesso! A viagem deles foi bastante estressante, mas eu sei que vai dar tudo certo no final! Força vizinhos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Enquanto isso, eu fico aqui, me preparando pra sair desse calor insuportável! Do tropical, rumo ao temperado!

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eu juro que parecia fácil!

Fula da vida! Esse é o sentimento que mais se aproxima do que sinto agora - se é que isso é um sentimento. Estou emputecida, encara&¨$@%%, fudida de ódio...enfim, agora que desabafei, vou contar a história completa. Não, não, deixa eu resumir: a UOttawa continua sem aceitar meu diploma. Hoje, depois de ter enviado dois emails, a querida resolveu me responder. Disse basicamente que tudo está na mesma pois eu não enviei uma carta atestando o reconhecimento da minha universidade. O legal disso tudo é que eu me sinto brincando de "tá quente, tá frio". A criatura não dá uma dentro! Tipo: queremos uma carta, de um órgão ai, dizendo que tua universidade é reconhecida.

Ae hambúrguer! Te vira!

Dai, só orando: "O google é o meu pastor e nada me faltará!"

Já perguntei ao oráculo umas 1000 vezes e não consigo obter a resposta! Consegui algumas dicas legais no grupo do Canada_immigration, as quais eu vou seguir pra ver onde elas me levam. Alguém me disse que aconteceu algo parecido com ela. O que ela fez? Imprimiu uma página do wikipedia falando que a universidade dela era reconhecida e, milagrosamente, funcionou! Eu não boto muita fé não, mas vou procurar alguma informação no google sobre minha universidade. Se colar, colou! Acho praticamente impossível, levando em consideração que a fofura que me escreveu já fala que a carta tem que ter official seal e signature do responsável. Mas ô povo pra gostar de carimbo e selo! Acho que as criancinhas na escola não colecionam figurinhas, mas carimbos!

O ódio mortal que me dá é que fiz toda aquela burocracia em Brasília, pra nada! Gastei dinheiro, envolvi outras pessoas, perdi tempo indo aos cartórios...e porra nenhuma!

(Um momento pra cool down)

Bem, a reflexão que faço é que o Canadá é o país da frescura burocrática. Eu vou me carimbar antes de ir só pra garantir que sou eu mesma. Vou reconhecer a firma do meu corpo porque está Phooodesco. Lembro-me da conversa de ontem que tive ontem com uns amigos, também futuros imigrantes. A gente sai do país e acaba trocando os problemas. Vou ganha um "moio" de coisa, mas perde outra cacetada.

As lições que tenho aprendido com esse processo filho da mère são muitas, mas agora eu vou focar só na de hoje. A dura (no sentido pejorativo meninas!) e amarga frustração. Cada dia mais eu percebo que imigrar é se expor à frustração diariamente. É o apartamento que não pode ser alugado, é o emprego que você não é aceito, é a deliciosa e querida universidade que não aceita o seu diploma. E tome não. Se não fosse pedra, era muita porrada pra pouca cabeça. De fato, eu não estou preparada. Esse evento foi bom como wake up call. Não vai ser fácil. Mas eu juro que parecia assim ser! Eu juntei os documentos, paguei as taxas, enviei tudo em dia, mas mesmo assim ainda falta mais uma coisa. É muito frustrante. E tome porrada nesse kengo moído. Mas eu saio dessa viva e, possivelmente, fortalecida. Pois é como dizem: o que não me mata, me fortalece. Ou pelo menos me emputece de uma maneira galaxial. Sim caros amigos: galaxial! O nível de emputecimento está tão intenso que só inventando uma palavra eu consigo expressar essa coisa que simplesmente não me desce - não, nem com coca!

Como disse: fica a lição. Eu já entro no Canadá com alguns galos na cabeça. Até lá espero conseguir construir um capacete mental pra essas pedras que virão. E haja paciência e tome dorflex no kengo que ferve de raiva...

Ferve....

Ferve...

Ui!

C´est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Bye bye, So long, Farewell...(o começo do início)



É carnaval!!!!!!! O meu último, por sinal - não que eu me importe com isso. Estou feliz pois nunca curti muito essa época. Mas não posso negar - como boa pernambucana que sou - que sentirei falta do frevo, maracatu e tantas outras manifestações culturais. Pronto, chega de carnaval. Já passei o recado. Agora vamos ao ponto: em que passo eu me encontro.
Em janeiro eu e Diogo tiramos o visto de trânsito americano. Pra quem não sabe, é aquele que te dá o direito de conhecer os aeroportos americanos - mais especificamente a sala de embarque. Resolvemos ir para o Canadá via terra do titio Obama. Compraremos milhas na American Airlines pois achamos mais em conta. Assim que comprar essas benditas passagens, posto aqui os detalhes da transação. Espero essa semana já está com as bichinhas na mão. Maio será o mês, o dia ainda é um mistério a ser desvendado.
Hoje é dia de labuta na casa da mamãe. Depois de muito sofrimento, suor e treinos, hoje sou praticamente uma depiladora profissa. Hoje vou aprender a não queimar meu couro cabeludo. Sim, eu vou aprender a fazer relaxamento no meu próprio cabelo. É a etapa final para uma vida desprendida- isso para não dizer "para uma vida de liso". Com essa eu fecho o pacote depilação e cabelos e chego ao nível high ultra power super turbo de autonomia. Para minha segurança e dos meus fios, serei supervisionada por uma profissa. Diogo vai filmar o evento a fim de que eu tenha um manual visual da coisa. Hoje Cristina assume, na próxima ela só assiste e eu assumo. Ui!
Eu já falei aqui que abrimos uma conta no HSBC? Positivo, operante. Mas nem tem mais graça colocar aqui como foi porque hoje toda criatura que vai imigrar pro Canadá já colocou os tramites no blog. Vamos inovar! Ficou curioso em saber como é? Deixe da preguiça e faça uma busca no google!
Ainda continuo esperando o resultado da universidade. Reconheci meu diploma pelo ministério das relações exteriores após ter reconhecido todas as assinaturas que tinham no diploma- a traseira do bicho virou um quadro caótico de um pintor esquizofrênico. A embaixada do Canadá reconheceu a firma do tradutor juramentado. Enviei sexta passada a xerox autenticada do diploma e a tradução para a U ottawa. Pena que o DHL não tem o serviço de "esfregar na cara". Eu pagaria mais caro pro carteiro fazer isso. =(
Os tramites em relação ao reconhecimento do diploma e da firma do tradutor são bem rápidos. O phhoddha mesmo é o estresse de ter que enviar tudo pra Brasília. A minha sorte é que a tia de Diogo mora lá. Sim porque pra quem entrega diretamente no balcão do Ministério é 1 dia útil e, pra quem envia pelos correios, é entre 15 e 20 dias. Uau! Isn´t it dandy?? Enfim, já recalquei essa parte.
Estou uma pilha de ansiedade. Apesar dos medos, inseguranças, saudades e outros tantos sentimentos que "sujam nossas calças", ora pleura: eu quero ir embora! A sensação é de estar num carro, com o tanque cheio, a primeira marcha engatada, o sinal aberto e e e e ainda não poder partir. Ai meu saco que eu não tenho! Meanwhile, eu vagabundo. Confesso que, por um lado, isso tem me feito bem. Tenho lido mais e malhado mais. Por outro lado, tenho saído mais, gastado mais, comido mais, assistido mais séries, assistido mais novelas e, ironicamente, dormido menos! Meu sono tem sofrido mudanças esses dias. Vai saber! O corpo humano é uma máquina escrota. Espero dormir melhor, uma vez que comprar o bilhete pra longe daqui. Ah não, acho que vai piorar, pois chego na fase "uta que o ariu, eu estou indo embora".
Como se diz na missa: Oremos!
C´est comme ça! Good luck for those who need (em excesso, pleaase!) e até amanhã aos que verei.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Queimada, mas viva.

Saudações!

Demorei, mas voltei. Após 15 dias de muito sol, muito calor e bronze, eis que volto para minha terrinha do coração! Novidades? Algumas. Além da pele e lábios queimados, tenho algumas novidades sim. Primeiro em relação a uma provinha f*** que eu fiz: o TOEFL. A nota saiu e, para o meu espanto, eu até que não fui tão mal: tirei 105. Claro que como sou uma pessoa essencialmente insatisfeita, reclamei assim mesmo. Diogo me ameçou e eu fingi estar satisfeita. Queria 110...talvez tente de novo (shiii, pra Diogo não saber!!)

A segunda novidade é em relação a faculdade: A University of Ottawa me mandou um email dizendo que eu não enviei tudo! Mandou uma lista com umas coisas que eu não vi no site da universidade. Mai me deu um óidio!!! Tô até agora roxa de raiva. Revisei umas 100 vezes aquela pequena penca de documentos pra depois receber aquele email. Por sua vez, a Carleton ainda não me enviou nada. Serei Otimista: deve ser um bom sinal!

É isso ai, no more news. Continuamos esperando a licença de Diogo. Ele já deu entrada com o pedido mas ainda não soube de nada. E assim começa 2010. Upa lêlê!

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Aquele sorriso de taba...


Xissssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss!!!!!!!

Ret!Ret!Retornouuuu!

Antes de mais nada quero dizer da razão do meu silêncio esses dias: tensão pré, durante e pós TOEFL. A pior de todas as fases tem sido a pós, posto que o teste foi pior que meu vestibular a alguns anos atrás! Tive a "sorte" de ter feito uma prova premiada: 5 textos ao invés de 3 - opção Justificarmais comum. E eis que a parte que eu havia estudado mais foi o meu calo: o reading. Foram textos sacais, cujos tópicos me interessavam tanto quanto saber sobre a vida sexual das formigas africanas. Danem-se todas elas! Danem-se! O irônico aqui é que quem se danou fui eu. Tive momentos em que quis levantar e desistir; momentos de ódio extremo em que pensei, por um segundo (sem piadinha) em quebrar a tela do computador. Sabe aquele pensamento rápido no melhor estilo "o fantástico mundo de bob"? Por um segundo eu levantei, soquei o monitor umas 14 vezes, fraturei o punho e, mais aliviada, pensei: "agora sim eu me fu...em alto estilo." No dia (19/12) fizemos a prova eu e um rapaz (Francisco). Francisco veio de João Pessoa pra fazer aquela merda. Eu pelo menos apenas dirigi da minha casa até a ABA. Sai de lá frustrada, envergonhada pela minha performance e com apenas uma certeza: fumo! foi fumo! Voltei pra casa pra lamentar o leite derramado (leite de vacas holandesas, puro sangue!) e me auto-flagelar psiquicamente - algo em que sou Phd.

Meu final de semana, em algumas palavras:

"Burra"
"Jumenta"
"Uma anta caolha teria mais tranquilidade do que você, sua meia anta!!"
...

Enfim, não vamos entrar em por menores. Afinal, não vale mais a pena. Agora é sentar e esperar a "bomba" cair sobre a minha testa.


Agora vamos a um assunto mais alegre, razão real para esse post:

Nossos passaportes retornaram!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Mais um pouquinho de exclamações para enfatizar a excitação do momento:
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Um pouco mais:
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Agora mais enfaticamente:
! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! !
As pausas entre exclamações são referentes aos meus espasmos de alegria.


Eis a cena: Voltava eu da academia, mais uma vez, de novo...e lá ia o porteiro rumo ao balcão, pegar minhas correspondências. Eu só pensava numa coisa: Passaportes, passaportes, passaportes! Quando aquela criatura gaga me entregou o envelopão grande e ecologicamente correto com o nomão: CANADA. Eu nem quis saber do resto das correspondências e corri pro elevador. Ele teve que me parar pra entregar o resto. Eu só queria rasgar aquilo ali e me agarrar com o conteúdo.

Depois de pegar as demais cobranças chatas de sempre, fui pra casa com aquele sorriso de tabacudo que vocês já conhecem. Procurei logo por eles, nossos queridos amiguinhos de viagem: os passaportes. Achei-os dentro de outro envelope, ali tão felizes em me ver quanto eu à eles. Pensei: "vocês não sairam de mim, mas o sentimento aqui é bem profundo".

Como de costume, o governo canadense não colocou nenhuma cartinha fofa acompanhando nossos amiguinhos. Parecia que eu tinha comprado uma geladeira: só vieram as instruções e uns papéis pra assinar no momento de entrada no país. Eis aqui o que eu confeccionei no meu "fantástico mundo de alice" ou como preferem dizer,"no país das maravilhas":

Caros Diogo e Alice,

Venho por meio desta dizer-lhes da nossa imensa satisfação em tê-los como residentes permanentes. Agora é oficial: vocês são imigrantes. Isso para nós é algo bastante importante e, para mostrar tal importância, enviamos juntamente com os passaportes, 2 litros de mapple syrup e 1 livro com fotos do Canadá. Gostaríamos de avisá-los que todas as taxas pagas nesse processo serão retornadas no imposto de renda. Esperamos vê-los em breve numa cerimônia pública, na qual vocês receberão as boas vindas oficiais do governo. Bem-vindos novos futuros canadenses!

Ok, ok a minha imaginação hoje está mais limitada. É a fome mesmo...
Depois escrevo mais e posto uma foto aqui...da minha cara de tabacuda!

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!





quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cheg, cheg, chegou!

Sim, exatamente! O pedido dos passaportes chegou! Foi ontem, na hora do almoço. Chegava eu da academia, e lá vem o porteiro me entregar correspondência. Pensei comigo mesma: Qual é a caquinha da vez?

(a) Cartinha do Itaú, oferecendo dessa vez a casa de veraneio da mãe do gerente para Diogo abrir uma conta lá

(b) Cartinha do condomínio, dizendo que mais uma vez, novamente, alguma obra vai ser feita nessa birosca

(c) Eita dona Alice, foi engano!


Não meus queridos, não era engano, o Itaú ou a síndica. Era o Consulado Geral do Canadá! Reconheci de longe pela pobreza do envelope reciclado. Tá, tá, eu sei que é ecologicamente correto e blá, blá, blá. Mas pelas taxas que eu já paguei e ainda vou pagar, o envelope devia ser personalizado, produzido a partir de papiro egípcio, com letras de ouro. No conteúdo, deveria haver a seguinte carta - em inglês, francês, português, espanhol, italiano e alemão (sim, eu paguei muito até agora!):

"Caríssimos Sr. e Sra Lopes,

É com muito prazer que gostaríamos de avisá-los que a etapa final desse processo que não tem fim, finalmente chegou. Agora, basta que enviem os passaportes para o endereço no verso a fim de que os respectivos vistos sejam estampados. Pedimos que entre no site do governo e clique na opção "visto personalizado", optando pelo modelo que mais goste. No momento a opção em papel hindu, abençoado por um monge budista, em origami, personalizado no Japão, não está disponível. No entanto, há ainda outras 300 opções possíveis. Gostaríamos de pedir desculpas pela demora no envio. De fato, lemos vagarosamente pois sabemos o quanto tempo você dedicou preenchendo todas aquelas informações e juntando todos aqueles documentos. Além disso, como no Canadá, entre junho e agosto, nós não trabalhamos. A fim de que o visto saia direitinho, sem nenhum erro e com rapidez, pedimos que enviem o pagamento da taxa final - 490 por pessoa. Esse ano criança ainda não paga, mas estamos discutindo essa possibilidade para o ano que vem. Logo, se você tiver filhos abaixo de 12 anos, sorria, você ainda não paga. Essa taxa inclui o translado do seu passaporte, que fará a viagem Recife- São Paulo de primeira classe, tendo direito a todo conforto possível. Garantimos que ele não sofrerá nenhum dano- uma vez que paga a taxa, essa opção será garantida. Juntamente com o passaporte, no próximo pacote enviaremos o kit "imigrante" o qual é composto de: duas camisas escritas à mão por um vrai quebecois, com os dizeres: "Je me souviens! Tu, pas? Voilà un souvenir!"; um dicionário português- francês quebecois; a versão em dvd do guia "apprendre le quebec"; um cupom de 5% de desconto da air canada no trecho Recife-la pute que parie (cidade minúscula com menos de 2oo habitantes à leste de trois rivières). Voilà! Quase bem-vinda ao quebec!"

Atenciosamente, detalhadamente e preciosamente,
Consulado.


Bem, a carta não é bem nesses termos, mas é muito bom recebê-la. Ontem passei o dia feito uma tabacuda, sorrindo ao volante. Que delícia! O simples e tabacudo sorriso de alegria. Bobo, alesado, mas muito sincero.

C´est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Serviços no Canadá - Parte 1: "Porque eu sou é homi, menina eu sou é homi!"

Após um período de recesso psicológico, eis que dou minhas caras novamente...

Nesse post vou explorar o que para mim faz parte desse processo de metamorfose chamado imigrar: adaptação. Putz, claro que eu não vim aqui falar do óbvio. Sim é preciso flexibilidade, bla bla bla...ahh chega! O que eu venho por meio deste espaço abordar diz respeito a adaptação, mas não esperem aquelas dicas clichês porque eu tenho certeza que todo mundo já sabe sobre esse tópico.

Alguém por acaso já pensou em como se adaptar sem os tão essenciais, divinos e, principalmente, baratos serviços brasileiros?? Sim caros amigos, eu falo dos cuidados capilares, da manicure e pedicure, da depilação e outros servicinhos que variam com o tamanho da sua frescura. Particularmente eu nunca fui fresca, mas isso não significa que eu saia por ai com uma trança sob as axilas, um rasta ginecológico ou unhas de gavião. De fato, eu detesto manicure e pedicure, logo eu sempre ajeitei minhas unhas em casa mesmo. Assim, o que me sobram são minha querida cabelereira Cris e minha vitaminada depiladora Jana, as quais não cabem na minha bagagem, infelizmente. Logo, desde já me propus a substituí-las. Eis que aqui relato minha primeira tentativa de substituição.

Para muitas criaturas do sexo feminino, da espécie humana um barbeador é um equipamento suficiente no que diz respeito a arte da jardinagem capilar. Para mim essa pequena navalha adaptada pode substituir facilmente um pé de urtiga. No meu caso ele fica guardado numa caixinha de vidro, ao lado de uma machadinha e o aviso: "Somente em caso de emergência"- o que eu leio como: quando monga e eu formos irmãs.

Para outras criaturas do sexo feminino, da espécie humana há o aparelho de depilação. Aquela coisa charmosa que equivale a umas 65804 pinças que agem em comum acordo para esfolar sua pele e, também, arrancar o pêlo (o segundo objetivo). Certa vez pensei em adquirir uma dessas máquinas do século 21, mas desisti após alguns depoimentos "bastante encourajadores".

Para outras criaturas do sexo femino, da espécie humana existe o nada. Um lugar onde tudo cresce e se reproduz livremente. Algo natural, ecológico, europeu e muito, muito insustentável! Esse tipo de crescimento, pra mim, não é nada sustentável. Respeito quem é adepta dessa onda, mas, longe de mim esses suvacos amazônicos. "Diga sim à devastação!"- esse é meu slogan.

Para outras criaturas do sexo feminino, da espécie humana há a depilação à cera(Ok, também há a depilação definitiva, mas essa fica pra outro momento devido a cortes orçamentários). Dessa eu sou adepta já faz um tempo. Semana passada, após certa hesitação e medo, tive o atrevimento de comprar um pote de cera. Eu fui fazer as axilas? não! Eu fui fazer as pernas? não! O buço? não! Eu me enchi de coragem e agressividade (essa segunda parte, se você não tem, nem pague pra ver) e decidi: eu vou fazer os cantinhos. Eu não vou entrar aqui nos pormenores (para homens, claro) sobre onde se encontra essa região. Apenas vou chamá-la de triângulo das bermudas...aliás, triângulo dos biquinis.

Queridas e queridos, eu suei. Eu lutei comigo mesma. Eu conversei com a cera. Eu pedi perdão dos meus pecados pra Deus. Em alguns momentos eu até acho que cheguei a ver Deus. Foram quase 2 horas de ginástica localizada, em hiperfoco! Mas, ao final, vitoriosa, agradeci por ainda estar viva e não ter desmaiado no meio do processo. Hoje eu sou uma pessoa melhor, mais forte e cheia de energia pra viver. Porque eu sobrevivi pra fazer tudo de novo daqui a um mês ou menos. Que culpa! Jana perdeu uma cliente. E eu venci! Porque sexo frágil é a caçamba!

Porque eu sou é homi! Menina eu sou é homi! hehehehe

Ai como dói!

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O efeito estufa


Hoje eu vou falar sobre o triste fim da camada de ozônio que protege...ora pleura! Que nada. E quem foi que disse que efeito estufa só tem a ver com isso? Eu estou falando de engordar, oras! Quero contribuir para o bem-estar dos meus amigos, futuros imigrantes, dando o meu depô sobre o efeito estufa canadense. Como todos sabem - se não sabem, saibam agora-, eu e Diogo fomos visitar o Canadá em agosto. Foi uma experiência excelente que só nos motivou mais a - como diz um amigo meu - juntar nossos panos de bunda e se mudar pra lá. Lá tudo é lindo, organizado, civilizado e muito, muito açucarado, gorduroso e delicioso. Eis que é ai onde mora o problema- pelo menos para mim. Eu assumo, sem vergonha: eu sou uma formiga. Sim, eu devoro de tudo, mas o tal do açúcar é a minha paixão, meu combustível, minha razão de viver - tá, exagerei, eu sei. Diferente da maioria dos brasileiros - pelo menos dos que eu conheço-, eu amoooo as porcarias norte-americanas como donuts, chocolates (leia-se peanut butter reese´s. Favorite!Favorite!Favorite!), Skittles (hummmm!), Sorvetes (dairy queen rules!!!!Blizzzzzarrd!), COOOOOOOOOOCAAA!! Enfim, dá para ter uma idéia do estrago nutricional que foi minha ida ao Canadá. Eu juro - dedos cruzados por trás- que eu tentei manter uma alimentação saudável. Sim amigos, eu comi salada. Sim amigos, eu comi frutas (cherries, cherries, cherries!). Mas eu também comi uma porrada de outras coisas depois. Moral da história: o efeito estufa me abraçou de jeito. Ele tá bem aqui, enrolado nos meus culotes, a me lembrar que sim, eu sou uma mulher pêra. Infelizmente eu não ganho dinheiro com isso.

Depois dessa experiência enriquecedora - enriquecida com muitos lipídios e porcatídios-, cheguei a minha conclusão: Quer comer querida? Quer skittles? Quer porcatídios? Exercite-se!! É isso ai. Cheguei a conclusão de que não vivo sem exercício físico./ Pausa para suspiro triste/

Aqui em Recife eu malho esporadicamente - leia-se: quando a preguiça permite. A verdade é que eu detesto, mas eu preciso para não virar uma fruta por completo. A sorte é que aqui no Brasil, milagrosamente, eu não como demais. Mas lá eu enfio os pés, as mãos e especialmente a boca na jaca (eca, eca, eca). Ok, na jaca não, num pote tamanho família de maple syrup (super canadian, huh!?).

Looking at the bright side: Pelo menos eu não vou me sentir tão mal em termos nutricionais. Para quem não sabe, eu já morei 1 ano e 3 meses nos EUA e, pelo o que vi, o Canadá - em termos alimentícios- é muy muy muy similar. Já dei uma pesquisada nos markets canadenses e vi que tem uma pá de coisas que eu consumia nos EUA. IEBAAA!!!

Bem, vou tentar olhar pelo lado da adaptação...
Ai meu Deus, o post está acabando...
eu vou ter que ir malhar...
droga!droga!droga!
Eu quase consegui me auto-sabotar!
Infelizmente, vou ter que ir...snif, snif...

C'est comme ça! Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

TOEFL: Test Of English as a Foda Language

Respirando, respirando, respirando para não surtar de vez...

Acabei de fazer um simulado do TOEFL e estou no limite...no limite da pouca paciência que não tenho. É raiva mesmo. Ódio. Depois de gastar um bom tempo fazendo toooooodoooooo o simulado, eis que: tchan! Deu erro na rebimboca do programa e perdi partes do teste. Não bastasse minha raiva em ter que responder ao speaking/writing (piores partes do teste) ao som de Pixote ou jeito moleque ou sei lá que bando de criaturas do lêrêrêrê..., eis que perco tudo. That's life, huh!?

Agora, mais calma (pra não dizer menos enfurecida), resolvi vir aqui postar sobre esse teste que tem sido a única coisa que de fato eu tenho estudado.

Pra quem nunca teve a oportunidade de baixar o oio nesse danado, eu vou dar uma pequena introdução. Trata-se de um teste que avalia o seu nível de inglês...ou pelo menos a intenção inicial foi essa. Hoje ele avalia tudo e mais um pouco. Fiz o TOEFL em 2003 e digo: de semelhança só tem o inglês! Vamos a como essa belezura da natureza anglo-satânica é dividida:

Parte 1- Reading

No curto e no grosso: um moio de textos com outro moio de perguntas sobre os textos. Tá, tá, na outra versão do teste essa parte já existia, entretanto senti que essa versão é bem mais robusta. São 60 minutos de leitura, sem tirar de dentro! Sem tirar os olhos de dentro da tela...entendeu? Alguns textos são até deliciosos, mas outros são torturantes e inúteis. Na verdade, quando se chega aos 45 minutos de muita musculação cerebral, qualquer coisa com mais de 8 linhas fica uma tonel de de de de coisinhas ruins (deixa eu quieta...). Normalmente são 3 textos, mas às vezes vem mais, o que significa dizer que ao invés de 60 minutos será 1 hora e meia de muita...deixa pra lá...

Outras habilidades testadas nessa etapa: paciência, capacidade de decisão rápida sob stress e ardência ocular, paciência.

Parte 2- Listening

São várias conversas, na maioria das vezes sobre coisas que você não se interessa e está pouco se lixando, o que torna umas 400 vezes mais difícil manter o foco. O truque é sempre manter na mente o quanto você precisa se sair bem na prova. Nessa fase é possível anotar para não se perder. Aliás, se você não anotar, vai se perder. Por exemplo, se eu não tivesse anotado o passo a passo da construção de um igloo, teria perdido algumas questões. E se você está pensando que é anotar por anotar, desista! Anotar no TOEFL é uma arte. A conversa só passa uma vez e você responde e não pode voltar atrás! Segura peão!!!

Outras habilidades testadas nessa etapa: paciência; capacidade de decisão rápida sob mais stress e mais ardência ocular; concentração; sua capacidade de anotar de maneira sintética, as coisas mais importantes das conversas.

Parte 3- Speaking

Esqueça se você é fluente em inglês (eu já esqueci disso faz tempo), esqueça se você tem um bom vocabulário, nem pense em tentar impressionar quem vai corrigir sua prova. Dane-se o seu inglês! Aqui é pra sambar de patins, tocando gaita, chupando laranja e lendo um livro. E mais: beautifully! Tem esse negócio de se babar todo, estragando o livro e fingindo tocar num ritmo não cadenciado! É profissional! São 4 perguntas: 2 de nível pessoal e as outras duas relativas a um texto e um conversa (1 para cada pergunta). As perguntas de nível pessoal, você tem 15 segundos para pensar e 45 para responder. As outras são 20 segundos para pensar e 60 para responder. Agora me digam como eu vou passar dessa fase quando o meu cérebro funciona da seguinte maneira:

1) Alice, leia a pergunta
2)Alice, pense sobre a pergunta.
3)Alice, pense mais um pouco sobre a pergunta
4)Alice, escreva cautelosamente o que você irá responder
5)Alice, que texto pobre!
6)Alice, refaça isso, que porcaria, hein!?
7)Alice, fico feliz em sua mãe não está aqui agora.
8) Alice, agora sim tá ficando decente.
9)Alice, mude só aquela coisinha ali e adicione aquilo ali.
10)Alice, releia em voz alta para ver se a pontuação ficou legal.
11)Alice, acho que ficou legalzinho, pode ler.

Enfim, basta dizer que eu tenho um bom trabalho pela frente.

Outras habilidades testadas nessa etapa: Paciência; O dom divino de pensar rápido, escolhendo as palavras certas, soando bonito e formando frases gramaticalmente corretas- concomitantemente para otimizar os 15 segundos; a habilidade de trabalhar com curto tempo e muita coisa pra fazer; tolerância a frustração (caso não dê tempo de dizer tudo ou lhe cortem no meio); habilidade de administrar um cérebro tostado e olhos apimentados.

No âmbito metafísico: Além de vc, para um bom score é preciso contar com o laço afetivo com o divino. No caso, quanto o divino te ama a ponto de fazer emergir das profundezas do seu cocão aquela palavra fofa que você só lembraria no minuto 34, caso tivesse tantos minutos assim. Um nevertheless, acknowledge. Aliás, vou além: se ele fizer emergir coisas inteligíveis após os 15 segundos dos quais as suas idéias foram tomar sorvete, tá totalmente valendo. Ouviu painho? Tá valendo totalmente também.


Parte 4- Writing

Depois de muitas cãimbra (putz, como se escreve isso?) mental, eis que chega a hora em que todo o seu cérebro é demandado: escrever. No momento em que tudo o que você quer fazer é qualquer coisa menos continuar o TOEFL, é o momento em que você tem que escrever. O que basicamente você deverá fazer nessa parte é 3 litros de suco de laranja com 2 laranjas. Sua bunda já virou um cubo (apesar da pausa que eles te dão), seu cérebro já virou uma grande poça de manteiga de cacau e você pode usá-lo para hidratar seus lábios, ressecados devido ao ar condicionado. Sim, agora você vai ter que correr os 5 km finais quando você já gastou boa parte do seu tempo correndo 2 km. Essa parte é composta por duas tarefas. O primeiro texto você produzirá a partir de outro texto e uma conversa chata (no final do teste, até a vida fica chata) sobre um assunto que vai soar nos seus ouvidos como excremento soa quando bate na água. Concentre-se! E prepare-se para usar sua habilidade de anotar, de maneira sintética, as coisas mais importantes. O texto ficará disponível para sua leitura até o final da sua produção, mas a conversa insuportável só será tocada uma vez. Depois o sr. TOEFL lhe pedirá para falar sobre o que estava no texto e na conversa sacal "i wanna kill myself". Normalmente o texto fala de uma coisa e a conversa fala o oposto. Tipo: o texto fala que ovo faz bem e a conversa diz que não. Você tem 20 minutos para escrever, de maneira graciosa e com poucos erros. A segunda parte do writing é um tema que você tem que desenvolver. Nessa parte você pode dar sua opinião, mas não qualquer uma. Uma opinião sofisticada com, no mínimo 300 palavras! E tome acknowledge e nevertheless! Você tem 30 minutos. Eu sofro. Aliás, nesses 30 minutos que mais parecem 3 minutos, eu sou uma ave ferida, clamando pelo tiro de misericórdia. Mais uma vez, é preciso ter uma ligação sublime com o ser superior.

Outras habilidades testadas nessa etapa: Paciência; habilidade de síntese, rápida e muito eficiente; o dom de anotar o essencial e mais importante, de maneira rápida; Habilidade de trabalhar sob stress, pouca visão e muita ansiedade; sua tolerância à frustração (a probabilidade da janela desaparecer antes de você acabar de parir aquelas palavras é enorme); sua capacidade de administrar dormência nas nádegas; sua habilidade de sofrer e produzir.

Para mim estudar o TOEFL tem sido pior que o vestibular. No vestibular eu sabia que poderia contar com meu cérebro, em condições normais. Eu sabia que o que eu soubesse, poderia ser acessado sem muito stress. O vestibular foi pra mim muito cansativo. O TOEFL será uma maratona, que eu vou correr de sandália havaiana e vestido longo. Depois de tanto tempo, fiquei até mais chegada ao divino. Porque só eu não dou conta daquilo tudo.

C´est comme ça. Good luck for those who need - eu!eu!eu!- e até amanhã aos que verei!


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Eh!

Planos, planos, planos! Eu sou meus planos, meus sonhos e as mil possibilidades loucas que tenho traçado à noite, quando nada me resta exceto meus pensamentos. Expectativas? Elas não cabem nos poucos volumes que levarei comigo em maio. Tento me manter positiva, mas inevitavelmente a incerteza me bate à porta e eu assumo: tenho medo. Medo de não prosperar, medo de cair de joelhos frente ao desconhecido e sim, me cagar de medo. Instável, sigo meus dias. Hoje sinto que vou conquistar o mundo! Eu vou dirigir meu escalade, em direção a minha 2-stories detached house, toda furnished na Ikea! Alguns passos à frente, nesse mesmo dia, eu sinto que meu mundo cai. Eu vou passar 5 anos trabalhando na Ikea e voltar todo dia de busão, sob o efeito de dramin - sim! eu enjoo no ônibus! Transito entre dois pólos: ora estou no topo, ora estou aos pés da montanha, sem muita força para subir. Já me auto-diagnostiquei: TAPI. Estou transtornada! É transtorno, é muito transtorno! É Transtorno Ansioso Pré Imigratório! Estou naquela fase "entre mundos", nem quite lá, nem quite aqui. Como um paciente moribundo espera pela sua morte. Mas como não sou de sentar e esperar- Graças à Deus esse gene veio faltando! Eu me remexo e mexo, inquieta. Eu pesquiso, eu adianto o que dá pra adiantar daqui, eu planejo, eu projeto. Sim caros amigos, eu já estou economizando para minha shopping spree na Ikea. Aliás, retiro o spree porque com o que eu vou levar torna-se inadequado a terminologia. Spree só se for uma tradução fudida de espirro pro inglês. De qualquer maneira, sonhar não ofende.

(pausa para momento alucinatório)

Itens que vou comprar na Ikea:
*Sofá
*Mesa e 4 cadeiras
*Cama e colchão
*todos utensílios de cozinha
*luminária para sala
*cadeira do papai para Diogo (sim, ele merece! Justo, já que é ele quem vai pagar!)
*almofadas para o sofá
*centro de mesa
*prateleiras
*criados mudos - sala e quarto
*móvel para banheiro


(Volta para dura realidade)

Sonhar é o que há, né não!? Se alguém que tiver lendo isso aqui também for um dreamer e quiser contribuir, eu dou o número da minha conta! hehehe. brincadeirinha.

Bem, é isso. Só queria deixar aqui registrado o transtorno que é imigrar, mesmo antes de partir. O importante é sempre lembrar o porquê da escolha e se manter motivado - pelo menos na maior parte do tempo. Detesto esse humor pendular...

For now, vou aproveitar esse surto de megalomania e vou estudar pro TOEFL. Sim, eu vou arrebentar!!!! Piece o' cake! Ha-Ha-Ha. Quem dera...Shhhh pessimismo! Cale a boca e só por hoje esqueça que, internamente, eu estou toda cagada.

C'est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei!

domingo, 4 de outubro de 2009

As cidades do Canadá

Here I go again!!

Após um longo período de silêncio, eis que retorno. Muita coisa já aconteceu: a viagem ao Canadá acabou, a rotina se reestabeleceu e sim, nós já escolhemos nossa hometown. Coincidentemente minha última postagem foi sobre ela: Ottawa!

Bem, antes de falar especificamente sobre nossa escolha, sinto-me na "obrigação" de falar mais um pouco sobre o resto da nossa viagem. Não, ela não acabou em Ottawa! Visitamos Ville du Quèbec, Montréal e Vancouver.

Ville du Quèbec

Sim, os franceses pisaram no Canadá! A cidade do Quèbec é a prova viva disso. Está na sua arquitetura, nas suas ruelas estreitas do centro histórico, na boca do povo! Fora o português, que foi o idioma predominante no final de semana que passamos lá, só ouvi francês! De fato, para habitar aquelas terras tem que falar francês- o que eu tenho abominado desde que voltei da viagem. É uma cidade charmosa, pequena mas com uma estrutura excelente! Pessoalmente a cidade não amoleceu meu coração anglofônico, mas é bem fofa. Lá ficamos na casa da família Jo - Márcio, Fernanda e a pequena Ágata-, os quais nos hospedaram por 3 dias. Adorei conhecê-los e sou muito grata pelos conselhos, favores e a imensa receptividade dessa família. Espero ainda voltar lá para visitá-los de novo.
Lá tem uma boa comunidade de brazucas! Foi churra no sábado e no domingo praia - sim, sim aquela praia canadense...o rio...a água "gostosa"...Foi ótimo porque isso nos possibilitou conversar com outros imigrantes e ter um conhecimento sobre a história de cada um (as dificuldades e as vantagens da imigração). Foi um final de semana de muitas conversas, carne e cerveja. hehehe


Montreal

De todos os lugares que estivemos, lá foi o único onde nos hospedamos num hotel (um apart hotel para ser mais específica). Foram 8 dias de muito metrô e muitas andadas por baixo da terra. Putz, aquela cidade subterrânea é o que há de melhor! Claro que por estarmos no verão, não deu pra sentir tanta diferença, mas quem vive por lá diz que é muito vantajoso. Eu me senti uma rata, caminhando pelos canos mas adorei! hehehe. A cidade em si eu achei feinha e cheia de mendigos. Por vezes eu me senti em Recife! Tinha até limpador de pára-brisas! hehehe. É uma cidade do porte de Toronto, em termos de estrutura e multiculturalidade, mas excuse-me ai: Toronto é bem melhor. Diferente de Quèbec, Montreal é bem bilíngue. Eu não tive problema em em comunicar. Foi lá onde testei mais o meu francês e, graças ao meu bom papi do heaven, até me sai bem. O destaque da cidade para mim foi o metrô que corta a cidade toda e te leva até a baixada da égua (Laval, Longueil...). Lá nos encontramos com Rogério, o qual nos deu dicas bem valiosas sobre Montreal e arredores. Diogo adorou a cidade, mas eu não cai de amores. Fazendo uma analogia para melhor explicar o meu sentimento em relação a Montreal, eis que digo: Se Montreal fosse um homem e eu estivesse solteira, pediria que ele me apresentasse o amigo dele: Toronto.

Vancouver

Linda, linda, linda, linda, linda mas longe, longe, longe, longe. Diogo achou que a atmosfera da cidade lembra o Rio de Janeiro, mas eu tentei não pensar nisso para manter o meu conceito favorável da cidade. A única coisa feia que vimos em Vancouver foi a Hastings que é uma rua onde - em determinado trecho dela - há uma grande concentração de drogados. De fato, a sensação é de fazer parte de um filme. Uma versão mais precária de "Christiane F: Drogada e prostituída". Uma verdadeira micareta da dependência química, mas sem o típico agarra-agarra patético. Sim porque canadense que é canadense nem quando se droga se toca. Sabe como é né, é ofensivo...É cada um na sua. A razão para essa aglomeração de dependentes é a distribuição de seringas e drogas. Alguém me disse que o governo providencia a droga como medida de redução da criminalidade - pelo menos foi o que me disseram. Se a moda pegasse por aqui, o LAFEPE ia ter que virar laboratório de coca e derivados.
Bem, mas vamos a minha impressão da cidade: Além dos atributos estéticos, a atmosfera da cidade é bem mais calma se comparada a de Toronto e Montreal. É bom lembrar que Vancouver é uma das maiores cidades do Canadá. Tem metrô, um centro bem moderno, vários shoppings e muita gente. Aliás, falando nesse assunto - gente-, a cidade é lotada de chineses! Em algum momento eu acho que a China vai dominar aquele lugar! No aeroporto, tudo está escrito em inglês, francês e mandarim! Ui!
Vancouver foi a única cidade em que eu e Diogo gostamos. Foi o segundo caso de em que eu e Diogo concordamos: sim moraríamos lá facilmente. O primeiro caso foi a cidade do Quèbec: não, não moraríamos lá. E por que não optamos por morar em Vancouver? As variáveis são várias...vai desde o preço de um imóvel para comprar - pensamento a longo prazo - ao fato da cidade ser meio que isolada dos grandes centros. Enfim, cada um tem seus motivos para escolher onde morar.

De maneira geral, o Canadá todo é maravilhoso, não importa onde se escolha estabelecer residência. Pelos relatos que ouvimos nessa viagem foi possível enteder que o sucesso ou o fracasso na adaptação depende muito de cada um. Claro que existem algumas cidades que favorecem mais do que outras, porém isso depende do que se busca. Por exemplo, se você tem mais facilidade com o francês, começar num lugar francofônico é bem melhor.

Como disse no início do post, escolhemos Ottawa. Trata-se de uma decisão que levou em consideração nosso perfil. Talvez ela não sirva para outros, mas isso não faz dela melhor ou pior. Eu não posso negar que ainda prefiro Toronto (meu gosto pessoal), mas não é só isso que está em jogo nesse nosso projeto de imigração. Talvez ainda nos mudemos para Toronto em algum futuro próximo ou longíquo...só sabemos que, por enquanto, nossa morada será Ottawa. E seja lá o que tiver de ser!

C´est comme ça. Good luck for those who need e até amanhã aos que verei.